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Saúde do fígado: sinais de alerta, doenças comuns e como proteger o fígado

quinta-feira, agosto 13, 2026 3 min de leitura
  Saúde do fígado: sinais de alerta, doenças comuns e como proteger o fígado
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Funções do fígado e principais doenças hepáticas

O fígado é um dos maiores órgãos internos do corpo humano e desempenha funções essenciais para a manutenção do equilíbrio do organismo. Participa no metabolismo dos nutrientes, armazenamento de energia, produção de proteínas importantes para o sangue, processamento de medicamentos e substâncias tóxicas e produção da bílis, que contribui para a digestão das gorduras. Também desempenha um papel fundamental na regulação da glicose, do colesterol e de diversas substâncias presentes no sangue.

Entre as doenças que podem comprometer o funcionamento do fígado encontram-se as hepatites virais, a doença hepática gordurosa associada a alterações metabólicas, as doenças relacionadas com o consumo excessivo de álcool, algumas doenças autoimunes e determinadas condições hereditárias. As hepatites B e C são particularmente importantes porque podem evoluir para infeção crónica e provocar lesões progressivas no fígado. A acumulação excessiva de gordura no fígado também pode ocorrer em pessoas com obesidade, diabetes, colesterol elevado ou alterações metabólicas.

Quando uma doença hepática persiste durante muitos anos, pode provocar fibrose, caracterizada pela formação progressiva de tecido cicatricial. Em fases avançadas, a fibrose pode evoluir para cirrose, condição na qual a estrutura e a função do fígado ficam significativamente comprometidas. A cirrose aumenta ainda o risco de insuficiência hepática e de cancro do fígado.

Sinais de alerta e diagnóstico das doenças hepáticas

Muitas doenças do fígado desenvolvem-se silenciosamente durante as fases iniciais, fazendo com que a pessoa permaneça sem sintomas durante longos períodos. Quando as alterações começam a comprometer significativamente a função hepática, podem surgir cansaço persistente, perda de apetite, náuseas, desconforto ou dor na região superior direita do abdómen e perda de peso sem causa aparente.

A icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos, constitui um importante sinal de alteração do funcionamento do fígado ou das vias biliares. Outros sinais podem incluir urina escura, fezes muito claras, comichão generalizada, inchaço das pernas ou do abdómen e aparecimento fácil de hematomas ou sangramentos. Em doenças hepáticas avançadas, também podem ocorrer confusão mental, sonolência excessiva e alterações da consciência.

O diagnóstico depende da avaliação clínica e de exames complementares. As análises sanguíneas podem avaliar as enzimas hepáticas, a bilirrubina e outras substâncias relacionadas com a função do fígado. Dependendo da suspeita clínica, podem ser realizados testes para hepatites virais, ecografia abdominal, outros exames de imagem ou procedimentos específicos para avaliar a estrutura e o grau de lesão hepática.

A presença persistente de icterícia, aumento do volume abdominal, vómitos com sangue, fezes negras, confusão mental ou dor abdominal intensa exige avaliação médica imediata, pois pode indicar uma doença hepática avançada ou uma complicação potencialmente grave.

Prevenção e proteção da saúde do fígado

A proteção do fígado depende principalmente da prevenção das doenças que podem provocar lesões hepáticas. A vacinação contra a hepatite B constitui uma das principais medidas preventivas, enquanto a adoção de práticas que reduzam a exposição ao sangue contaminado e a realização de procedimentos médicos ou estéticos com materiais devidamente esterilizados ajudam a diminuir o risco de transmissão de vírus que afetam o fígado.

A alimentação equilibrada, a manutenção de um peso saudável e a prática regular de atividade física contribuem para reduzir o risco de acumulação excessiva de gordura no fígado. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas deve ser evitado, uma vez que o álcool pode provocar inflamação e lesões progressivas no tecido hepático. O uso de medicamentos, suplementos e produtos tradicionais deve ser realizado com cautela e, quando necessário, sob orientação de um profissional de saúde, pois determinadas substâncias podem causar toxicidade hepática.

O controlo adequado da diabetes, da hipertensão, do colesterol elevado e de outras doenças metabólicas também contribui para preservar a função do fígado. Pessoas com fatores de risco para hepatites virais ou doenças hepáticas devem procurar os serviços de saúde para avaliação e realização dos exames recomendados. A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar a progressão das doenças hepáticas para cirrose, insuficiência hepática e cancro do fígado.

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